
Neste 2 de agosto, completam-se 10 anos do falecimento do padre José Bosco Rezende, um dos sacerdotes mais queridos e respeitados da região.
Para marcar a data, o Entre Rios News relembra a trajetória de um homem que dedicou a vida à evangelização, à promoção humana e ao fortalecimento das comunidades onde exerceu seu ministério.
Natural da comunidade de São Sebastião do Gil, distrito de Desterro de Entre Rios, padre José Bosco construiu uma história marcada pela fé, pelo espírito missionário e pelo compromisso com o bem comum.
Ordenado sacerdote em 1968, iniciou seu ministério na Arquidiocese de Mariana, atuando como vigário na Paróquia Nossa Senhora da Conceição, em Congonhas. Posteriormente, dedicou 25 anos à Paróquia Nossa Senhora da Conceição, em Jeceaba, período em que se tornou uma das figuras mais importantes da história do município.
Nos últimos anos de sua vida, foi pároco da Paróquia São João Batista, em Matipó, onde permaneceu por cerca de duas décadas até seu falecimento, em 2 de agosto de 2016.
Um legado que transformou Jeceaba
Muito além da evangelização, padre José Bosco foi um grande incentivador de ações sociais e comunitárias.
Entre suas maiores contribuições está a mobilização da população para a construção do hospital de Jeceaba, iniciativa que se tornou um marco para a saúde do município e beneficiou milhares de famílias.
Sua capacidade de unir pessoas em torno de causas coletivas fez com que fosse reconhecido não apenas como líder religioso, mas também como um importante agente de transformação social.
Homenagens eternizadas
O reconhecimento pelo trabalho desenvolvido veio também por meio de homenagens oficiais.
Em outubro de 2016, poucos meses após seu falecimento, os poderes Legislativo e Executivo de Jeceaba alteraram o nome da principal praça da cidade para Praça Padre José Bosco de Rezende, em agradecimento pelos relevantes serviços prestados ao município.
Anos depois, em dezembro de 2020, durante a reinauguração da praça após sua revitalização, foi inaugurado um busto em bronze do sacerdote, perpetuando sua memória em um dos principais espaços públicos da cidade.
O encontro com Silvio Santos
Um dos episódios mais marcantes e curiosos da trajetória de padre José Bosco aconteceu em 1991, quando ele viajou para São Paulo acompanhado de seu colaborador Adriano para participar do tradicional quadro Porta da Esperança, exibido no Programa Silvio Santos, no SBT. Assista o vídeo no final da matéria.
Na época, Adriano escreveu uma carta solicitando um telão para a Paróquia Nossa Senhora da Conceição, equipamento que auxiliaria nas celebrações e atividades pastorais da comunidade de Jeceaba.
Os dois participaram da atração na expectativa de que o pedido fosse atendido por Silvio Santos, protagonizando um momento que permanece vivo na memória de muitos moradores.
O registro dessa participação foi preservado pelo projeto cultural Memória Entre Rios de Minas, responsável por resgatar e preservar importantes documentos históricos da região por meio do acervo do Foto Gonçalves.
Despedida marcada pela comoção
A morte de padre José Bosco, aos 73 anos, provocou grande comoção em toda a região.
Em nota divulgada na ocasião, a Arquidiocese de Mariana destacou que o sacerdote foi "um grande sacerdote, pastor, profeta e missionário", agradecendo pelos anos dedicados ao serviço do povo de Deus.
O velório ocorreu na Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição, em Jeceaba. Em seguida, seu corpo foi levado para sua terra natal, São Sebastião do Gil, distrito de Desterro de Entre Rios, onde foi celebrada a Missa de Corpo Presente antes do sepultamento.
Memória que permanece viva
Passados dez anos de sua partida, padre José Bosco continua sendo lembrado pelo exemplo de simplicidade, acolhimento, liderança e dedicação ao próximo.
Seu legado permanece presente nas obras que ajudou a construir, nas comunidades que fortaleceu e na fé daqueles que tiveram o privilégio de conviver com seu ministério sacerdotal. Sua história continua inspirando novas gerações e ocupa um lugar especial na memória de Jeceaba e de toda a região.
Por Rodolfo Andrade - Fontes: Arquidiocese de Mariana/Memória Entre Rios de Minas/Correio de Minas/Entre Rios News