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 Raça Campolina: Uma paixão que se renova a cada geração 

 Entre Rios de Minas é o berço da Raça Campolina. Conheça um pouco da história dessa raça.

 

  Uma antiga paixão que se renova a cada geração.

 Em 1870, Cassiano Campolina, nascido em 10 de julho de 1836, ganhou a égua Medeia, já prenha de um Andaluz de D. Pedro II. Deste cruzamento nasceu o potro batizado Monarca. Esse é o início de uma história de sucesso e conquista: a formação da raça Campolina.

 Cassiano Campolina tinha como principal objetivo formar cavalos de grande porte, ágeis, resistentes e de boa aparência. Para isso, selecionou e cruzou raças de cavalos como PSI, Anglo-Normando e Marchador conforme sua intuição e experiência.

 Em 1904, após mais de 30 anos trabalhando firme em seu propósito, faleceu Cassiano Campolina. Mas, graças à dedicação e o empenho de seus amigos, a raça continuou a ser criada e aperfeiçoada. As famílias de Joaquim Pacheco de Resende e do Cel. Gabriel Andrade foram fundamentais nessa missão. Ao longo dos anos também podemos citar outros grandes nomes como Agenor Sampaio, Alfredo Manuel Fernandes, Américo de Oliveira, Américo Ferreira Leite, Antonio Lopes da Silva, Arnaldo Bezerra, Cel. Linto Diniz, Ascanio Diniz, Emir Cadar, Epaminondas Cunha Melo, Fernando Diniz Oliveira, Geraldo Magela Resende, Guaracy Engel Vieira, Guido Pacheco Magalhães, Heitor Lambertucci, Jamil Saliba, José Eugenio Câmara Dutra, José Ferreira Leite, José Geraldo Areias, Leonardo Campos, Luiz Eduardo Cortez (DEADO), Lídio Araujo, Orminio de Almeida, Pedro Joaquim Carlos, Roberto Catelmo, Severino Veloso, Tonico Figueiredo, Valdemar Resende Urbano, Valério Resende, entre tantos outros.

 Após aproximadamente 70 anos desenvolvendo a raça conforme as referências de cada criador, tornou-se necessário definir um padrão racial para que todos pudessem unir esforços e aperfeiçoar a raça conforme suas características oficiais. A Associação Brasileira dos Criadores do Cavalo Campolina foi fundada em 1951, com sede em Belo Horizonte. Hoje, todos os criadores da raça são responsáveis pela continuidade dessa história que ganha mais admiradores e se consolida a cada ano.

  Descubra os detalhes desta reconhecida Jóia.

 O porte nobre, as formas harmoniosas, os traços curvilíneos e uma estrutura óssea muscular que favorece o andamento marchado são as principais características que diferenciam e tornam o Campolina um cavalo único.

 Toda essa harmonia é coberta por pelagens de rara beleza, sendo a baia predominante na raça, porém a alazã, castanha, preta, tordilha e pampa também são bastante encontradas, dando ainda mais diversidade e exclusividade à raça Campolina.

 A cabeça suavemente convexilínia deve ser proporcional ao pescoço rodado de formato trapezoidal, destacando expressivas orelhas lanceoladas de tamanho médio e bem implantadas. Seus olhos vivos e grandes, suas crinas fartas e sedosas e sua garupa ampla e longa, suavemente inclinada também fazem que o Campolina seja reconhecido e marque presença por onde quer que passe.

Seu padrão racial faz do Campolina o maior marchador brasileiro tornando-o a primeira escolha para cavaleiros que apreciam uma montaria acima da média.

  Uma história que ainda não foi contada 

 Esta raça é um justo orgulho do criador mineiro e principalmente do seu organizador e padronizador, o saudoso hipólogo Coronel Cassiano Campolina, da cidade de Entre Rios de Minas. 

É uma raça há muito definida, pois conta mais de 80 anos de existência.  

 Em 1857, o Sr. Cassiano Campolina, apreciador de bons animais de sela, começou comprando as melhores éguas existentes no município de Entre Rios e cruzando-as com reprodutores também do mesmo Município; esses no entanto, eram escolhidos, altos, bons marcheiros e de linhas harmoniosas. Tanto os reprodutores como as éguas, eram crioulos e assim sem um definido característico de raça. 

 Por muito tempo criou ele, esse tipo comum de cavalo; no entanto já selecionado em altura e linhas gerais, pois o seu conhecimento e descortínio via nisto um grande passo para uma futura e pretensa formação de raça. 

 Ao cabo de poucos anos, tinha pois em sua Fazenda, já um notável plantel de éguas novas, altas, marcheiras e de linhas muito melhoradas. 

 Acontece que nessa ocasião e por obra do destino, quase sempre caprichoso, teve Cassiano Campolina, necessidade de ir a cidade de Juiz de Fora. Nesta cidade, travou conhecimento com um fazendeiro daquela zona e morador na cidade, creio que salvo o engano, o Sr. Coronel Manoel Vidal Barbosa Lage. Este era como aquele, apaixonado e entusiasta, pela criação de cavalo. 

 Como "um gambá cheira outro", diz o velho provérbio popular, si tornaram muito amigos. Regressando de Entre Rios, trouxe como presente que lhe fez esse amigo, uma égua preta. Esse animal, era um belo espécime e vinha padreada por um belíssimo Andaluza de puro sangue. Como em tudo a sorte é grande fator para se vencer na vida, Cassiano foi bafejado por essa fortuna, pois, poucos meses depois, nascia um belo potrilho, filho desta aludida égua. Esta foi, a "pedra de toque" do cavalo Campolina.

 Assim pois, em 1860 mais ou menos, Cassiano foi presenteado em Juiz de Fora com uma égua e no mesmo ano, nascia em sua Fazenda, do Tanque, um belíssimo potrilho preto, enriquecendo e aumentando a raça eqüínea mineira. Este foi criado na cocheira com cuidado especial e trato farto e substancioso. 

 Ainda com este trato e com o especial carinho que seu dono prodigalizava-lhe, chegou a idade adulta, com beleza invulgar, andares notáveis e linhas perfeitíssimas. Era esse animal, assim, um meio sangue autêntico de Andaluz. 

 Daí por diante muito mais fácil se tornou a melhoria crescente do cavalo mineiro, pois, um lastro de sangue novo, puro e de força, fora inoculado na raça.  

 Por espaço de 25 anos, serviu aquele potrilho criado com tanto carinho, como reprodutor do plantel de éguas do Sr. Cassiano Campolina. É o famoso "Monarca", que todos quanto apreciam e acompanham o desenvolver da raça eqüina mineira, conheceram ou tiveram conhecimento tradicional. Falando-se em "Monarca", era o mesmo que falar-se no que havia de melhor em Minas, como reprodutor eqüino.  

 Ao fim de 25 anos, com a morte de Monarca, Cassiano que já era força potencial em prosperidade financeira, oriunda da criação de cavalos e com maiores conhecimentos, resolveu, cruzar suas éguas com um puro "Percheron". Isso no entanto, muito veio prejudicar e atrasar a sua já notável criação. A experiência deu-lhe cavalos caneludos, patas enormes, tipo abrutalhado e ruins de sela. Notou logo esse péssimo resultado de sua experiência e muito contribuiu para esse fracasso, o seu pouco conhecimento de raças estrangeiras. No entanto, inteligente e conhecedor do assunto desprezou logo aquela cruza, indo buscar em filhos de Monarca, seu ex-ídolo e espalhados por toda Minas Gerais, seus novos reprodutores. Afinal a morte veio colher este grande e inconfundível vulto de hipólogo, já velho, mas orgulhoso da sua já afamadíssima criação de cavalos ''C. C.. 

Essas duas singelas mas significativas letras, eram as iniciais com que carimbava os seus bons produtos eqüinos. Como só vendia para reprodução, animais selecionados, reputava-os muito bem e dai, o povo dar uma designação diferente à marca com que eram carimbados esses animais, traduzindo aquelas duas letras iguais, pelas palavras simbólicas - "CUSTA CARO". Apesar de tudo consumir o tempo, esse batismo popular, ainda perdura, resistindo galhardamente a ação destruidora do tempo e ainda é comum ouvirmos nossos patrícios, dizerem com ufania ao si referirem ao cavalo C.C.: - CUSTA CARO.  

Eis ai em rápidos traços a história da criação do cavalo Campolina. É ainda um dos melhores produtos mineiros, os cavalos desta raça.  

  Texto reduzido, do original de José Gabriel Ferreira Netto Belo Horizonte, 10 de março de 1938. Extraído da Revista : O Cavalo Campolina, ano 1, n.º 1, Abril de 1979

  Marcos históricos da raça Campolina 

1836 – Nascimento de Cassiano Campolina em 10 de julho, na Fazenda da Serra dos Caixetas em São Brás de Suaçui, ex-distrito de Entre Rios de Minas. Cassiano Campolina era filho do Major José Caetano da Silva Campolina e de D. Francisca de Paula Ferreira. De acordo com relatos do livro “Memorial Hospital Cassiano Campolina”, ele era homem excêntrico. Sempre viveu na Fazenda do Tanque, de seus pais. Durante período de 8 anos não transpôs os limites da propriedade, e gabava-se disto. Franco e acessível, era cordial, mas às vezes de franqueza um tanto rude, e também muito cioso de suas amizades. Não se casou. Teve apenas dois amigos verdadeiros. Teve apenas dois amigos verdadeiros em Entre Rios de Minas, o Cel. Joaquim Pacheco de Rezende e João Ribeiro de Oliveira.

1857 – Cassiano Campolina inicia uma criação de eqüinos na Fazenda Tanque, Entre Rios de Minas-MG. O rebanho era constituído por éguas sem características raciais definidas, chamadas de “nacionais”, descendentes dos cavalos Berberes do Norte da África, originalmente introduzidos no Brasil pelos colonizadores portugueses. O cavalo Bérbere, ou Barbo, é tão antigo quanto o da raça Árabe. Também foi utilizado na formação de um grande numero de raças em todo o mundo, inclusive a Andaluz, durante a invasão da Espanha pelos mouros. É um cavalo de resistência inigualável, ágil e veloz no serviço. Mas não é de conformação bela, devido à garupa curta, derreada e a cabeça muito longa.

1860 – Francisco Teodoro de Andrade, oriundo de Itutinga-MG, comprou de um portugues a Fazenda Campo Grande ( berço da linhagem Passa Tempo ). A criação original de eqüinos era descendente da Fazenda Campo Alegre, propriedade do Barão de Alfenas, onde foi formada a raça Mangalarga Marchador.

1861 – Nascimento de Gabriel Augusto de Andrade, filho de Francisco Teodoro de Andrade. Gabriel Augusto de Andrade tornou-se amigo particular de Cassiano Campolina, com quem mantinha estreitos laços de amizade e troca de correspondências.

1870 – Marco zero da formação da raça Campolina. Cassiano Campolina recebeu de presente, da criação do amigo Antonio Cruz, de Juiz de Fora-MG, uma égua de nome Medeia, de pelagem preta. Medeia estava prenhe de garanhão da raça Andaluz e pariu, no mesmo ano, um lindo potro tordilho negro, que recebeu o nome de Monarca, considerado o garanhão fundador da raça Campolina.

1898 – Morte de Monarca aos 28 anos de idade. Cassiano Campolina fez algumas experiências mal sucedidas de cruzamentos com garanhão de tração pesada, da raça Percherão. Optou em resgatar o sangue de Monarca, através de seus filhos, sendo os de maior renome na época: Monarca II, Monarca III, Predileto, Baiardo, Pope, Leviano, Nobre. O motivo do uso de garanhão Percherão foi tentar produzir animais maiores e mais fortes para serviços de tração agrícola e atrelagem. Mas o andamento marchado foi perdido.

1889 – Falecimento de Francisco Teodoro de Andrade

     1904 – Falecimento de Cassiano Campolina em 26 de Julho, aos 68 anos de idade, vítima de Arteriosclerose Cardiorenal. O amigo particular, Joaquim Pacheco de Rezende, herdou a Fazenda Tanque, com o compromisso de destinar uma quantia em dinheiro à construção do Hospital Cassiano Campolina (Foto), em Entre Rios de Minas/MG. O Hospital completa 100 anos em setembro. A primeira iniciativa de Joaquim Pacheco foi comprar do amigo Cel. Gabriel Augusto de Andrade o reprodutor de nome Golias, portador de ¼ de sangue Clydesdale ( raça de tração, de grande porte ), pelagem baia, exímio marchador. A raça Clydesdale é de origem inglesa, de grande porte, especializada para serviços de tração pesada e sendo, atualmente, uma das mais requisitadas no mundo para atrelagem.

 O Clydesdale apresenta temperamento mais ativo em relação às outras duas raças de tração mundialmente populares, Bretão e Percherão. Seu trote é mais elegante, vigoroso, alçado e flexionado. Outra vantagem é que o cavalo Clydesdale apresenta pelagens mais belas, predominando a castanha, com membros comumente alto calçados e frente aberta.

1910 – Construção do Hospital Cassiano Campolina

1911 – Falecimento de Joaquim Pacheco Rezende. O filho, Joaquim Rezende, conhecido como “Sr. Quinzinho”, herdou a Fazenda Tanque e todo o criatório de cavalos marca C.C.  ( Cassiano Campolina).

De 1900 a 1910 – Foi utilizado na Fazenda Primavera, Passa Tempo o garanhão Treffler, da raça Holstein, importado por Américo de Oliveira e José Ferreira Leite. Américo de Oliveira era pai de Ilza Oliveira, que veio a se casar com Bolívar de Andrade, filho de Gabriel Augusto de Andrade, que importou dos Estados Unidos, nesta mesma década, o reprodutor Yankee Prince, citado na história da raça Campolina como sendo da raça American Saddle Horse. Na verdade, era um cavalo Anglo-Arabe. A raça Holstein é originária da Alemanha, sendo representada por cavalos maiores que o Hanoveriano. Apresenta aptidões natas para o salto e tração leve.

De 1910 a 1920 – Alguns filhos de Monarca e Golias foram usados na Fazenda Tanque. Tupy foi citado na história da raça como um deles. Na verdade, era de sangue Orloff, raça originária da antiga Republica Soviética. Foi o cavalo russo das corridas de charrete, tendo sido considerado o melhor trotador do mundo, até o desenvolvimento do cavalo American Standardbred ( Trotador Americano ), o campeão de velocidade em corridas de trote.

De 1920 a 1930 – Filhos e netos de Monarca foram usados na Fazenda Tanque. Colorado, filho de Yankee Prince foi utilizado na Fazenda Campo Grande

1930 – Joaquim Rezende comprou Otelo, garanhão de pelagem alazã, filho de Golias. Otelo é avô materno de Gas Tejo.

1938 – Foi constituído o Consórcio Profissional Cooperativo dos Criadores do Cavalo Campolina, com sede em Barbacena. Os fundadores foram Paulo Rocha Lagoa, Claudino Ferreira da Fonseca, Edgard Bittencourt.

1939 – Joaquim Rezende resolveu cruzar a sua melhor égua, de nome Predileta, com o principal reprodutor da Fazenda Campo Grande, o Rio Verde, de origem na raça Mangalarga Marchador. O principal objetivo foi o de melhorar o andamento. Deste cruzamento nasceu o famoso Campolina Rex, pai do Gás Rex, avô do Gás Dengoso.

De 1930 a 1940 – Rio Verde, da raça Mangalarga Marchador, foi usado tanto na Fazenda Campo Grande, como na Fazenda Tanque. Outro reprodutor notório da raça Mangalarga Marchador, o Seta Caxias, pai do Herdade Cadilac, também foi utilizado na linhagem “Gas”, tendo gerado o famoso Gas Tejo, que juntamente com o Campolina Rex formou as duas principais famílias do criatório “Gas”

1940 a 1950 – Rio Verde e seus filhos, com destaque para Florete e Herval, continuaram a ser usados na Fazenda Campo Grande. Esta também foi uma década importante pelas contribuições de Campolina Rex, Delta II, pai do Miraí Rififi, que viria a gerar o notório Expoente de Passa Tempo e pai da famosa égua Miraí Granfina.

1940 – A Fazenda do Tanque foi vendida e a criação de cavalos Campolina ( era este o prefixo) transferida para a vizinha Fazenda Palestina.

1949 – Falecimento do Cel. Gabriel Augusto de Andrade. Bolívar de Andrade herdou a Fazenda Campo Grande e todas as criações de equideos – Mangalarga Marchador, Campolina, Piquira e jumentos Pêga.

1951 – Foi fundada a Associação Brasileira dos Criadores do Cavalo Campolina, com sede em Belo Horizonte, tendo como primeiro Presidente Bolívar de Andrade, titular da linhagem berço sufixo “Passa Tempo”.

1954 – Falecimento de Joaquim Rezende. O filho, Gastão Ribeiro de Oliveira Rezende, todo o criatório Campolina e mudou o prefixo “Campolina” para “Gás”.

1957 – Morreu o notável reprodutor Rio Verde, aos 31 anos de idade, após terminar de cobrir uma égua. Cinco éguas pariram após a sua morte.

1950 A 1960 – Década na qual destacaram-se os sementais Tentador ( pai do Xerife de Passa Tempo ),  Miraí Rififi, Ressaca de Passa Tempo e Gas Tejo.

1960 A 1970 – Década das mais ricas em reprodutores e matrizes notórias, com destaques para Xerife de Passa Tempo, Expoente de Passa Tempo, Xepeiro de Passa Tempo, Causa de Passa Tempo, Gas Rex II, Gas Prelúdio I, Gas Jandaia

1974 – Falecimento de Gastão Ribeiro de Oliveira Rezende, titular da linhagem Gas.

1970 A 1980 - O melhoramento zootécnico da raça deu um grande salto nesta década. Foi uma época farta de cavalos bons em tipo, marcha e como reprodutores, predominantemente descendentes das duas linhares pilares. O destaque é para Gas Dengoso, que viria a ser o reprodutor de maior influência contemporânea na composição genética da raça.
- Do "Passa Tempo": Jupter, Ousado, Lagedo, Contrabando, Garboso, Lamento, Graduado
- Do "Gás" : Gas Dengoso, Gas Sucesso, Gas Marujo, Gas Bicão, Gás Radar
- Cassino da Palmeira, Frevo de Santarém, Gringo de Santarém, Pery-Pery Jaguari

1978 – Falecimento de Bolivar de Andrade, após acidente de carro. Seu nome foi dado ao Parque de Exposição Agropecuária de Belo Horizonte.

1980 A 1990 - Através do inter-cruzamento das linhagens Gas e Passa Tempo, alguns criatórios começaram a despontar, produzindo animais superiores aos representantes das linhagens pilares -  "Santa Rita", "Sans Souci",  "Horizonte", "Arábias", "Maravilha". Foi a década do "Angelim"
- Do "Angelim" : Ogum, Laurel,  Jogo,  Garol,  Irol, Licor, Narciso, JK
- Desacato da Maravilha, Gavião de Sans Souci, Frevo de Sans Souci,
- Do "Passa Tempo": Recruta, Quartel, Orgulho, Zino, Artilheiro,
- Do "Gás": Momento, Baluarte, Momo, Ouro, Garbo

1997 – Falecimento de Márcio de Andrade, ex-Presidente da ABCCCampolina, titular da linhagem “Passa Tempo” e nome dos mais importantes no processo da evolução funcional do cavalo Campolina.

1990 A 2000 - Nesta ultima década do século XX surgiram inúmeros representantes de criatórios novos, despontando nas pistas sobre representantes das linhagens pilares e dos criatórios antigos, comprovando que a raça está realmente evoluindo. As Linhagens pilares e os criatórios antigos mantiveram-se fechados. Esta foi a década na qual dois raçadores passaram a influenciar marcadamente a composição genética da raça:  Desacato da Maravilha  e  O .P. de Santa Rita. Outros reprodutores de destaque foram:Completo do Angelim, Nero de Sans Souci, Iluminado de Alfenas,  Albatroz do Oratório, Regente de Sans Souci, Guardião das Aroeiras, Gas Cobre, Atento do Angelim, Gas Chacal, Cardeal da Palmeira, Rex de Sans Souci, Gas Prelúdio III , Angelim do Campo, Rei do Solar, Santa Maria Homero, Relevo da Serra Azul, RRD de Santa Rita, MB de Santa Rita, Furacão do Tiguara, Bromo do Angelim, RRD de Santa Rita , Principe do Ouro Fino, RRP de Santa Rita          

2000 a 2007 – Nesta segunda metade da década do século XXI alguns dos criatórios que vêm se destacando entre os melhores da raça são: Chiribiribinha (Melhor criador em 2007), Hibipeba, Oratório, Top, Mandala, Pinval, J.H.R. e Camparal.

  Curiosidades

- Gas Dengoso foi o garanhão que mais influenciou a composição genética da atual população da raça Campolina. Na década de 80 ele foi vendido por cifra recorde da América do Sul para equinos – UM MILHÃO ( na moeda brasileira da época )

- Um ano após Gas Dengoso ter chegado ao Rio de Janeiro ele morreu, mas deixou 5 filhos, dos quais destacou-se Albatroz do Oratório, garanhão formador do renomados planteis sufixos “Oratório e Hibipeba”.

- Inúmeros filhos e filhas de Gas Dengoso já foram vendidos por elevados preços, cabendo a Licor do Angelim o recorde de preço.

- Na década de 90 o reprodutor O.P. de Santa Rita, filho de licor do Angelim, foi condominiado por um grupo de dez criadores pelo valor equivalente a UM MILHÃO DE DÓLARES, batendo o recorde de seu avô, Gas Dengoso.

- O.P. de Santa Rita e Desacato da Maravilha foram os reprodutores mais importantes da raça nos ultimos 20 anos.

- Apesar de nunca ter sido campeão nacional, Desacato conquistou dez titulos de campeonato nacional progenie de pai e deixou inumeros filhos (as) campeoes nacionais de raça.

- Existem poucos reprodutores completos. Para obter esta classificação é necessário que o reprodutor conquista titulo nacional de raça e marcha, alem de ser produtor de campeões nacionais de raça e marcha. Iluminado de Alfenas foi um dos poucos reprodutores completos.

- Neruda do Chiribiribinha, filho do O.P. foi o recordista nacional de preço para venda de coberturas, sendo o reprodutor mais importante da nova geração.

  Garanhões do passado

 Monarca foi o marco inicial da raça Campolina, utilizado por Cassiano Campolina, fundador da raça Campolina, no inicio da decada de 70 do seculo IX. De 1900 a 1910 - Os garanhoes famosos foram Treffer, Monarca III, Golias e Montenegro. De 1910 a 1920 - Os garanhoes famosos foram Tupy, Caruzo, Andaluz, Apollo, Bachmat, Yankee, Montenegro II. De 1920 a 1930 - Os garanhoes famosos foram Pope, Nobre, Horizonte, Indiano, Cromo, Ruby, Colorado. De 1930 a 1940 - O garanhão  famoso foi Rio Verde ( Mangalarga Marchador ), de grande influencia na composiçao genetica da raça Campolina. De 1940 a 1950 - Os garanhoes famosos foram Campolina Rex ( filho de Rio Verde ), Florete de Passa Tempo (filho de Rio Verde ), Delta II ( filho de Rio Verde - Delta e pai de Mirai Rififi, que por sua vez e pai de Expoente de Passa Tempo ), Herval de Passa Tempo ( filho de Rio Verde ), Aliado da Palmeira. De 1950 a 1960 - Os garanhoes famosos foram Tentador de Passa Tempo, Liberal de Passa Tempo, Mirai Rififi, Universo de Passa Tempo, Gas Tejo. De 1960 a 1970  - Os garanhoes famosos foram Xerife de Passa Tempo, Xepeiro de Passa Tempo, Micaela Sublime II, Gas Rex II ( neto do Rio Verde, pai do Gas Dengoso ), Gas Preludio. De 1970 a 1980 - Os garanhoes famosos foram Expoente de Passa Tempo, Jupiter de Passa Tempo, Garboso de Passa Tempo, Lamento de Passa Tempo, Gas Dengoso, Gas Marujo, Gas Sucesso, gas Bicão, Cassino da Palmeira, Gringo de Santarem, Frevo de Santarem, Idolo do Porto Alegre, Brasil da Lagoa Negra, Peri-Peri Jaguari, Parlamento da Lagoa Negra. De 1980 a 1990 - Os garanhões famosos foram Ogum do Angelim, Laurel do Angelim, Jogo do Angelim, Garol do Angelim, Irol do Angelim, Narciso do Angelim, Desacato da Maravilha, Frevo de Sans Souci, Recruta de Passa Tempo, Orgulho de Passa Tempo, Heroi de Sans Souci, Zino de Passa Tempo, Artilheiro de Passa Tempo, Gas Momento, Gas Baluarte, Gas Ouro, Gas Momo, Gas Garbo, Feiticeiro de Santa Rita, Ulisses da Lagoa Negra. De 1990 a 2000 - Os garanhões famosos foram O.P. de Santa Rita, Desacato da Maravilha, Garol do Angelim, Iluminado de Alfenas, Albatroz do Oratório, Gas Cobre,. Guardião das Aroeiras, Cardeal da Palmeira, Gas Dengo, Gas Chacal, Gas Preludio, Santa Maria Homero, Nero de Sans Souci, Regente de Sans Souci, Rex de Sans Souci, Acreano do Angelim, Bromo do Angelim, RRd de Santa Rita, RRP de Santa Rita, MB de Santa Rita, Eôoh da Barra de Guaicui, Angelim do Campo, Principe do Ouro Fino.

 
 
         
 
 

 

 

Fontes da matéria: www.garanhoesfamosos.com.br, www.campolina.org, www.youtube.com  Fotos: www.portalsaofrancisco.com.br, www.harasbelafonte.blogspot.com, www.hipismobrasil.com.br, www.harasbrejauba.com.br, www.caxota.hpg.com.br, Foto Gonçalves.

 
Veja também: Acontece em B.H. de 04 a 11 de setembro a 30ª Semana Nacional do Cavalo Campolina.
Veja também: Hospital Cassiano Campolina completa 100 anos.

 

 

 
 
 
 
 
 
 

 
 
 
 
 
 
 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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