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Uma
antiga paixão que se renova a cada geração.
Em 1870, Cassiano Campolina, nascido em 10 de julho de 1836, ganhou a égua
Medeia, já prenha de um Andaluz de D. Pedro II. Deste cruzamento
nasceu o potro batizado Monarca. Esse é o início de uma história
de sucesso e conquista: a formação da raça Campolina.
Cassiano
Campolina tinha como principal objetivo formar cavalos de
grande porte, ágeis, resistentes e de boa aparência. Para
isso, selecionou e cruzou raças de cavalos como PSI,
Anglo-Normando e Marchador conforme sua intuição e
experiência.
Em 1904,
após mais de 30 anos trabalhando firme em seu propósito,
faleceu Cassiano Campolina. Mas, graças à dedicação e o
empenho de seus amigos, a raça continuou a ser criada e
aperfeiçoada. As famílias de Joaquim Pacheco de Resende e do
Cel. Gabriel Andrade foram fundamentais nessa missão. Ao longo
dos anos também podemos citar outros grandes nomes como Agenor
Sampaio, Alfredo Manuel Fernandes, Américo de Oliveira,
Américo Ferreira Leite, Antonio Lopes da Silva, Arnaldo
Bezerra, Cel. Linto Diniz, Ascanio Diniz, Emir Cadar,
Epaminondas Cunha Melo, Fernando Diniz Oliveira, Geraldo
Magela Resende, Guaracy Engel Vieira, Guido Pacheco Magalhães,
Heitor Lambertucci, Jamil Saliba, José Eugenio Câmara Dutra,
José Ferreira Leite, José Geraldo Areias, Leonardo Campos,
Luiz Eduardo Cortez (DEADO), Lídio Araujo, Orminio de Almeida,
Pedro Joaquim Carlos, Roberto Catelmo, Severino Veloso, Tonico
Figueiredo, Valdemar Resende Urbano, Valério Resende, entre
tantos outros.
Após
aproximadamente 70 anos desenvolvendo a raça conforme as
referências de cada criador, tornou-se necessário definir um
padrão racial para que todos pudessem unir esforços e
aperfeiçoar a raça conforme suas características oficiais. A
Associação Brasileira dos Criadores do Cavalo Campolina foi
fundada em 1951, com sede em Belo Horizonte. Hoje, todos os
criadores da raça são responsáveis pela continuidade dessa
história que ganha mais admiradores e se consolida a cada ano.
Descubra os detalhes desta reconhecida Jóia.
O porte nobre, as formas harmoniosas, os traços curvilíneos e uma
estrutura óssea muscular que favorece o andamento marchado são
as principais características que diferenciam e tornam o
Campolina um cavalo único.
Toda essa
harmonia é coberta por pelagens de rara beleza, sendo a baia
predominante na raça, porém a alazã, castanha, preta, tordilha
e pampa também são bastante encontradas, dando ainda mais
diversidade e exclusividade à raça Campolina.
A cabeça
suavemente convexilínia deve ser proporcional ao pescoço
rodado de formato trapezoidal, destacando expressivas orelhas
lanceoladas de tamanho médio e bem implantadas. Seus olhos
vivos e grandes, suas crinas fartas e sedosas e sua garupa
ampla e longa, suavemente inclinada também fazem que o
Campolina seja reconhecido e marque presença por onde quer que
passe.
Seu padrão
racial faz do Campolina o maior marchador brasileiro
tornando-o a primeira escolha para cavaleiros que apreciam uma
montaria acima da média.
Uma história que ainda não foi contada
Esta
raça é um justo orgulho do criador mineiro e principalmente do
seu organizador e padronizador, o saudoso hipólogo Coronel
Cassiano Campolina, da cidade de Entre Rios de Minas.
É uma raça
há muito definida, pois conta mais de 80 anos de existência.
Em
1857, o Sr. Cassiano Campolina, apreciador de bons animais de
sela, começou comprando as melhores éguas existentes no
município de Entre Rios e cruzando-as com reprodutores também
do mesmo Município; esses no entanto, eram escolhidos, altos,
bons marcheiros e de linhas harmoniosas. Tanto os reprodutores
como as éguas, eram crioulos e assim sem um definido
característico de raça.
Por
muito tempo criou ele, esse tipo comum de cavalo; no entanto
já selecionado em altura e linhas gerais, pois o seu
conhecimento e descortínio via nisto um grande passo para uma
futura e pretensa formação de raça.
Ao
cabo de poucos anos, tinha pois em sua Fazenda, já um notável
plantel de éguas novas, altas, marcheiras e de linhas muito
melhoradas.
Acontece
que nessa ocasião e por obra do destino, quase sempre
caprichoso, teve Cassiano Campolina, necessidade de ir a
cidade de Juiz de Fora. Nesta cidade, travou conhecimento com
um fazendeiro daquela zona e morador na cidade, creio que
salvo o engano, o Sr. Coronel Manoel Vidal Barbosa Lage. Este
era como aquele, apaixonado e entusiasta, pela criação de
cavalo.
Como
"um gambá cheira outro", diz o velho provérbio popular, si
tornaram muito amigos. Regressando de Entre Rios, trouxe como
presente que lhe fez esse amigo, uma égua preta. Esse animal,
era um belo espécime e vinha padreada por um belíssimo
Andaluza de puro sangue. Como em tudo a sorte é grande fator
para se vencer na vida, Cassiano foi bafejado por essa
fortuna, pois, poucos meses depois, nascia um belo potrilho,
filho desta aludida égua. Esta foi, a "pedra de toque" do
cavalo Campolina.
Assim
pois, em 1860 mais ou menos, Cassiano foi presenteado em Juiz
de Fora com uma égua e no mesmo ano, nascia em sua Fazenda, do
Tanque, um belíssimo potrilho preto, enriquecendo e aumentando
a raça eqüínea mineira. Este foi criado na cocheira com
cuidado especial e trato farto e substancioso.
Ainda
com este trato e com o especial carinho que seu dono
prodigalizava-lhe, chegou a idade adulta, com beleza invulgar,
andares notáveis e linhas perfeitíssimas. Era esse animal,
assim, um meio sangue autêntico de Andaluz.
Daí
por diante muito mais fácil se tornou a melhoria crescente do
cavalo mineiro, pois, um lastro de sangue novo, puro e de
força, fora inoculado na raça.
Por
espaço de 25 anos, serviu aquele potrilho criado com tanto
carinho, como reprodutor do plantel de éguas do Sr. Cassiano
Campolina. É o famoso "Monarca", que todos quanto apreciam e
acompanham o desenvolver da raça eqüina mineira, conheceram ou
tiveram conhecimento tradicional. Falando-se em "Monarca", era
o mesmo que falar-se no que havia de melhor em Minas, como
reprodutor eqüino.
Ao
fim de 25 anos, com a morte de Monarca, Cassiano que já era
força potencial em prosperidade financeira, oriunda da criação
de cavalos e com maiores conhecimentos, resolveu, cruzar suas
éguas com um puro "Percheron". Isso no entanto, muito veio
prejudicar e atrasar a sua já notável criação. A experiência
deu-lhe cavalos caneludos, patas enormes, tipo abrutalhado e
ruins de sela. Notou logo esse péssimo resultado de sua
experiência e muito contribuiu para esse fracasso, o seu pouco
conhecimento de raças estrangeiras. No entanto, inteligente e
conhecedor do assunto desprezou logo aquela cruza, indo buscar
em filhos de Monarca, seu ex-ídolo e espalhados por toda Minas
Gerais, seus novos reprodutores. Afinal a morte veio colher
este grande e inconfundível vulto de hipólogo, já velho, mas
orgulhoso da sua já afamadíssima criação de cavalos ''C. C..
Essas duas
singelas mas significativas letras, eram as iniciais com que
carimbava os seus bons produtos eqüinos. Como só vendia para
reprodução, animais selecionados, reputava-os muito bem e dai,
o povo dar uma designação diferente à marca com que eram
carimbados esses animais, traduzindo aquelas duas letras
iguais, pelas palavras simbólicas - "CUSTA CARO". Apesar de
tudo consumir o tempo, esse batismo popular, ainda perdura,
resistindo galhardamente a ação destruidora do tempo e ainda é
comum ouvirmos nossos patrícios, dizerem com ufania ao si
referirem ao cavalo C.C.: - CUSTA CARO.
Eis ai em
rápidos traços a história da criação do cavalo Campolina. É
ainda um dos melhores produtos mineiros, os cavalos desta
raça.
Texto
reduzido, do original de José Gabriel Ferreira Netto Belo
Horizonte, 10 de março de 1938. Extraído da Revista : O Cavalo
Campolina, ano 1, n.º 1, Abril de 1979
Marcos históricos da raça Campolina
1836 –
Nascimento de Cassiano Campolina em 10 de julho, na Fazenda da
Serra dos Caixetas em São Brás de Suaçui, ex-distrito de Entre
Rios de Minas. Cassiano Campolina era filho do Major José
Caetano da Silva Campolina e de D. Francisca de Paula
Ferreira. De acordo com relatos do livro “Memorial Hospital
Cassiano Campolina”, ele era homem excêntrico. Sempre viveu na
Fazenda do Tanque, de seus pais. Durante período de 8 anos não
transpôs os limites da propriedade, e gabava-se disto. Franco
e acessível, era cordial, mas às vezes de franqueza um tanto
rude, e também muito cioso de suas amizades. Não se casou.
Teve apenas dois amigos verdadeiros. Teve apenas dois amigos
verdadeiros em Entre Rios de Minas, o Cel. Joaquim Pacheco de
Rezende e João Ribeiro de Oliveira.
1857 – Cassiano
Campolina inicia uma criação de eqüinos na Fazenda Tanque,
Entre Rios de Minas-MG. O rebanho era constituído por éguas
sem características raciais definidas, chamadas de
“nacionais”, descendentes dos cavalos Berberes do Norte da
África, originalmente introduzidos no Brasil pelos
colonizadores portugueses. O cavalo Bérbere, ou Barbo, é tão
antigo quanto o da raça Árabe. Também foi utilizado na
formação de um grande numero de raças em todo o mundo,
inclusive a Andaluz, durante a invasão da Espanha pelos
mouros. É um cavalo de resistência inigualável, ágil e veloz
no serviço. Mas não é de conformação bela, devido à garupa
curta, derreada e a cabeça muito longa.
1860 – Francisco
Teodoro de Andrade, oriundo de Itutinga-MG, comprou de um
portugues a Fazenda Campo Grande ( berço da linhagem Passa
Tempo ). A criação original de eqüinos era descendente da
Fazenda Campo Alegre, propriedade do Barão de Alfenas, onde
foi formada a raça Mangalarga Marchador.
1861 –
Nascimento de Gabriel Augusto de Andrade, filho de Francisco
Teodoro de Andrade. Gabriel Augusto de Andrade tornou-se amigo
particular de Cassiano Campolina, com quem mantinha estreitos
laços de amizade e troca de correspondências.
1870 – Marco
zero da formação da raça Campolina. Cassiano Campolina recebeu
de presente, da criação do amigo Antonio Cruz, de Juiz de
Fora-MG, uma égua de nome Medeia, de pelagem preta. Medeia
estava prenhe de garanhão da raça Andaluz e pariu, no mesmo
ano, um lindo potro tordilho negro, que recebeu o nome de
Monarca, considerado o garanhão fundador da raça Campolina.
1898 – Morte de
Monarca aos 28 anos de idade. Cassiano Campolina fez algumas
experiências mal sucedidas de cruzamentos com garanhão de
tração pesada, da raça Percherão. Optou em resgatar o sangue
de Monarca, através de seus filhos, sendo os de maior renome
na época: Monarca II, Monarca III, Predileto, Baiardo, Pope,
Leviano, Nobre. O motivo do uso de garanhão Percherão foi
tentar produzir animais maiores e mais fortes para serviços de
tração agrícola e atrelagem. Mas o andamento marchado foi
perdido.
1889 –
Falecimento de Francisco Teodoro de Andrade
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1904 –
Falecimento de Cassiano Campolina em 26 de Julho, aos 68 anos
de idade, vítima de Arteriosclerose Cardiorenal. O amigo
particular, Joaquim Pacheco de Rezende, herdou a Fazenda
Tanque, com o compromisso de destinar uma quantia em dinheiro
à construção do Hospital Cassiano Campolina (Foto), em Entre Rios de
Minas/MG. O Hospital completa 100 anos em setembro. A primeira iniciativa de Joaquim Pacheco foi comprar
do amigo Cel. Gabriel Augusto de Andrade o reprodutor de nome
Golias, portador de ¼ de sangue Clydesdale ( raça de tração,
de grande porte ), pelagem baia, exímio marchador. A raça
Clydesdale é de origem inglesa, de grande porte, especializada
para serviços de tração pesada e sendo, atualmente, uma das
mais requisitadas no mundo para atrelagem.
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O Clydesdale apresenta
temperamento mais ativo em relação às outras duas raças de
tração mundialmente populares, Bretão e Percherão. Seu trote é mais elegante, vigoroso, alçado e flexionado.
Outra vantagem é que o cavalo Clydesdale apresenta pelagens
mais belas, predominando a castanha, com membros comumente
alto calçados e frente aberta.
1910 –
Construção do Hospital Cassiano Campolina
1911 –
Falecimento de Joaquim Pacheco Rezende. O filho, Joaquim
Rezende, conhecido como “Sr. Quinzinho”, herdou a Fazenda
Tanque e todo o criatório de cavalos marca C.C. ( Cassiano
Campolina).
De 1900 a 1910 –
Foi utilizado na Fazenda Primavera, Passa Tempo o garanhão
Treffler, da raça Holstein, importado por Américo de Oliveira
e José Ferreira Leite. Américo de Oliveira era pai de Ilza
Oliveira, que veio a se casar com Bolívar de Andrade, filho de
Gabriel Augusto de Andrade, que importou dos Estados Unidos,
nesta mesma década, o reprodutor Yankee Prince, citado na
história da raça Campolina como sendo da raça American Saddle
Horse. Na verdade, era um cavalo Anglo-Arabe. A raça Holstein
é originária da Alemanha, sendo representada por cavalos
maiores que o Hanoveriano. Apresenta aptidões natas para o
salto e tração leve.
De 1910 a 1920 –
Alguns filhos de Monarca e Golias foram usados na Fazenda
Tanque. Tupy foi citado na história da raça como um deles. Na
verdade, era de sangue Orloff, raça originária da antiga
Republica Soviética. Foi o cavalo russo das corridas de
charrete, tendo sido considerado o melhor trotador do mundo,
até o desenvolvimento do cavalo American Standardbred (
Trotador Americano ), o campeão de velocidade em corridas de
trote.
De 1920 a 1930 –
Filhos e netos de Monarca foram usados na Fazenda Tanque.
Colorado, filho de Yankee Prince foi utilizado na Fazenda
Campo Grande
1930 – Joaquim
Rezende comprou Otelo, garanhão de pelagem alazã, filho de
Golias. Otelo é avô materno de Gas Tejo.
1938 – Foi
constituído o Consórcio Profissional Cooperativo dos Criadores
do Cavalo Campolina, com sede em Barbacena. Os fundadores
foram Paulo Rocha Lagoa, Claudino Ferreira da Fonseca, Edgard
Bittencourt.
1939 – Joaquim
Rezende resolveu cruzar a sua melhor égua, de nome Predileta,
com o principal reprodutor da Fazenda Campo Grande, o Rio
Verde, de origem na raça Mangalarga Marchador. O principal
objetivo foi o de melhorar o andamento. Deste cruzamento
nasceu o famoso Campolina Rex, pai do Gás Rex, avô do Gás
Dengoso.
De 1930 a 1940 –
Rio Verde, da raça Mangalarga Marchador, foi usado tanto na
Fazenda Campo Grande, como na Fazenda Tanque. Outro reprodutor
notório da raça Mangalarga Marchador, o Seta Caxias, pai do
Herdade Cadilac, também foi utilizado na linhagem “Gas”, tendo
gerado o famoso Gas Tejo, que juntamente com o Campolina Rex
formou as duas principais famílias do criatório “Gas”
1940 a 1950 –
Rio Verde e seus filhos, com destaque para Florete e Herval,
continuaram a ser usados na Fazenda Campo Grande. Esta também
foi uma década importante pelas contribuições de Campolina Rex,
Delta II, pai do Miraí Rififi, que viria a gerar o notório
Expoente de Passa Tempo e pai da famosa égua Miraí Granfina.
1940 – A Fazenda
do Tanque foi vendida e a criação de cavalos Campolina ( era
este o prefixo) transferida para a vizinha Fazenda Palestina.
1949 –
Falecimento do Cel. Gabriel Augusto de Andrade. Bolívar de
Andrade herdou a Fazenda Campo Grande e todas as criações de
equideos – Mangalarga Marchador, Campolina, Piquira e jumentos
Pêga.
1951 – Foi
fundada a Associação Brasileira dos Criadores do Cavalo
Campolina, com sede em Belo Horizonte, tendo como primeiro
Presidente Bolívar de Andrade, titular da linhagem berço
sufixo “Passa Tempo”.
1954 –
Falecimento de Joaquim Rezende. O filho, Gastão Ribeiro de
Oliveira Rezende, todo o criatório Campolina e mudou o prefixo
“Campolina” para “Gás”.
1957 – Morreu o
notável reprodutor Rio Verde, aos 31 anos de idade, após
terminar de cobrir uma égua. Cinco éguas pariram após a sua
morte.
1950 A 1960 –
Década na qual destacaram-se os sementais Tentador ( pai do
Xerife de Passa Tempo ), Miraí Rififi, Ressaca de Passa Tempo
e Gas Tejo.
1960 A 1970 –
Década das mais ricas em reprodutores e matrizes notórias, com
destaques para Xerife de Passa Tempo, Expoente de Passa Tempo,
Xepeiro de Passa Tempo, Causa de Passa Tempo, Gas Rex II, Gas
Prelúdio I, Gas Jandaia
1974 –
Falecimento de Gastão Ribeiro de Oliveira Rezende, titular da
linhagem Gas.
1970 A 1980 - O
melhoramento zootécnico da raça deu um grande salto nesta
década. Foi uma época farta de cavalos bons em tipo, marcha e
como reprodutores, predominantemente descendentes das duas
linhares pilares. O destaque é para Gas Dengoso, que viria a
ser o reprodutor de maior influência contemporânea na
composição genética da raça.
- Do "Passa Tempo": Jupter, Ousado, Lagedo, Contrabando,
Garboso, Lamento, Graduado
- Do "Gás" : Gas Dengoso, Gas Sucesso, Gas Marujo, Gas Bicão,
Gás Radar
- Cassino da Palmeira, Frevo de Santarém, Gringo de Santarém,
Pery-Pery Jaguari
1978 –
Falecimento de Bolivar de Andrade, após acidente de carro. Seu
nome foi dado ao Parque de Exposição Agropecuária de Belo
Horizonte.
1980 A 1990 -
Através do inter-cruzamento das linhagens Gas e Passa Tempo,
alguns criatórios começaram a despontar, produzindo animais
superiores aos representantes das linhagens pilares - "Santa
Rita", "Sans Souci", "Horizonte", "Arábias", "Maravilha". Foi
a década do "Angelim"
- Do "Angelim" : Ogum, Laurel, Jogo, Garol, Irol, Licor,
Narciso, JK
- Desacato da Maravilha, Gavião de Sans Souci, Frevo de Sans
Souci,
- Do "Passa Tempo": Recruta, Quartel, Orgulho, Zino,
Artilheiro,
- Do "Gás": Momento, Baluarte, Momo, Ouro, Garbo
1997 –
Falecimento de Márcio de Andrade, ex-Presidente da
ABCCCampolina, titular da linhagem “Passa Tempo” e nome dos
mais importantes no processo da evolução funcional do cavalo
Campolina.
1990 A 2000 -
Nesta ultima década do século XX surgiram inúmeros
representantes de criatórios novos, despontando nas pistas
sobre representantes das linhagens pilares e dos criatórios
antigos, comprovando que a raça está realmente evoluindo. As
Linhagens pilares e os criatórios antigos
mantiveram-se fechados. Esta foi a década na qual dois
raçadores passaram a influenciar marcadamente a composição
genética da raça: Desacato da Maravilha e O .P. de Santa
Rita. Outros reprodutores de destaque foram:Completo do
Angelim, Nero de Sans Souci, Iluminado de Alfenas, Albatroz
do Oratório, Regente de Sans Souci, Guardião das Aroeiras, Gas
Cobre, Atento do Angelim, Gas Chacal, Cardeal da Palmeira, Rex
de Sans Souci, Gas Prelúdio III , Angelim do Campo, Rei do
Solar, Santa Maria Homero, Relevo da Serra Azul, RRD de Santa
Rita, MB de Santa Rita, Furacão do Tiguara, Bromo do Angelim,
RRD de Santa Rita , Principe do Ouro Fino, RRP de Santa
Rita
2000 a 2007 –
Nesta segunda metade da década do século XXI alguns dos
criatórios que vêm se destacando entre os melhores da raça
são: Chiribiribinha (Melhor criador em 2007), Hibipeba,
Oratório, Top, Mandala, Pinval, J.H.R. e Camparal.
Curiosidades
- Gas Dengoso foi o garanhão que mais
influenciou a composição genética da atual população da raça
Campolina. Na década de 80 ele foi vendido por cifra recorde
da América do Sul para equinos – UM MILHÃO ( na moeda
brasileira da época )
- Um ano após Gas Dengoso ter chegado ao
Rio de Janeiro ele morreu, mas deixou 5 filhos, dos quais
destacou-se Albatroz do Oratório, garanhão formador do
renomados planteis sufixos “Oratório e Hibipeba”.
- Inúmeros filhos e filhas de Gas
Dengoso já foram vendidos por elevados preços, cabendo a Licor
do Angelim o recorde de preço.
- Na década de 90 o reprodutor O.P. de
Santa Rita, filho de licor do Angelim, foi condominiado por um
grupo de dez criadores pelo valor equivalente a UM MILHÃO DE
DÓLARES, batendo o recorde de seu avô, Gas Dengoso.
- O.P. de Santa Rita e Desacato da
Maravilha foram os reprodutores mais importantes da raça nos
ultimos 20 anos.
- Apesar de nunca ter sido campeão
nacional, Desacato conquistou dez titulos de campeonato
nacional progenie de pai e deixou inumeros filhos (as)
campeoes nacionais de raça.
- Existem poucos reprodutores completos.
Para obter esta classificação é necessário que o reprodutor
conquista titulo nacional de raça e marcha, alem de ser
produtor de campeões nacionais de raça e marcha. Iluminado de
Alfenas foi um dos poucos reprodutores completos.
- Neruda do Chiribiribinha, filho do
O.P. foi o recordista nacional de preço para venda de
coberturas, sendo o reprodutor mais importante da nova
geração.
Garanhões do passado
Monarca
foi o marco inicial da raça Campolina, utilizado por Cassiano
Campolina, fundador da raça Campolina, no inicio da decada de
70 do seculo IX. De 1900 a 1910 - Os garanhoes famosos foram
Treffer, Monarca III, Golias e Montenegro. De 1910 a 1920
- Os garanhoes famosos foram Tupy, Caruzo, Andaluz, Apollo,
Bachmat, Yankee, Montenegro II. De 1920 a 1930 - Os
garanhoes famosos foram Pope, Nobre, Horizonte, Indiano,
Cromo, Ruby, Colorado. De 1930 a 1940 - O garanhão
famoso foi Rio Verde ( Mangalarga Marchador ), de grande
influencia na composiçao genetica da raça Campolina. De
1940 a 1950 - Os garanhoes famosos foram Campolina Rex (
filho de Rio Verde ), Florete de Passa Tempo (filho de Rio
Verde ), Delta II ( filho de Rio Verde - Delta e pai de Mirai
Rififi, que por sua vez e pai de Expoente de Passa Tempo ),
Herval de Passa Tempo ( filho de Rio Verde ), Aliado da
Palmeira. De 1950 a 1960 - Os garanhoes famosos foram
Tentador de Passa Tempo, Liberal de Passa Tempo, Mirai Rififi,
Universo de Passa Tempo, Gas Tejo. De 1960 a 1970 - Os
garanhoes famosos foram Xerife de Passa Tempo, Xepeiro de
Passa Tempo, Micaela Sublime II, Gas Rex II ( neto do Rio
Verde, pai do Gas Dengoso ), Gas Preludio. De 1970 a 1980
- Os garanhoes famosos foram Expoente de Passa Tempo, Jupiter
de Passa Tempo, Garboso de Passa Tempo, Lamento de Passa
Tempo, Gas Dengoso, Gas Marujo, Gas Sucesso, gas Bicão,
Cassino da Palmeira, Gringo de Santarem, Frevo de Santarem,
Idolo do Porto Alegre, Brasil da Lagoa Negra, Peri-Peri
Jaguari, Parlamento da Lagoa Negra. De 1980 a 1990 - Os
garanhões famosos foram Ogum do Angelim, Laurel do Angelim,
Jogo do Angelim, Garol do Angelim, Irol do Angelim, Narciso do
Angelim, Desacato da Maravilha, Frevo de Sans Souci, Recruta
de Passa Tempo, Orgulho de Passa Tempo, Heroi de Sans Souci,
Zino de Passa Tempo, Artilheiro de Passa Tempo, Gas Momento,
Gas Baluarte, Gas Ouro, Gas Momo, Gas Garbo, Feiticeiro de
Santa Rita, Ulisses da Lagoa Negra. De 1990 a 2000 - Os
garanhões famosos foram O.P. de Santa Rita, Desacato da
Maravilha, Garol do Angelim, Iluminado de Alfenas, Albatroz do
Oratório, Gas Cobre,. Guardião das Aroeiras, Cardeal da
Palmeira, Gas Dengo, Gas Chacal, Gas Preludio, Santa Maria
Homero, Nero de Sans Souci, Regente de Sans Souci, Rex de Sans
Souci, Acreano do Angelim, Bromo do Angelim, RRd de Santa
Rita, RRP de Santa Rita, MB de Santa Rita, Eôoh da Barra de
Guaicui, Angelim do Campo, Principe do Ouro Fino.
Fontes da matéria:
www.garanhoesfamosos.com.br,
www.campolina.org,
www.youtube.com
Fotos:
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Foto Gonçalves.
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